Grandioso Eros

23jul11

Havia festa no Olimpo comemorando o nascimento de Afrofite, a Deusa da beleza e do amor. Sem ser convidada, no fim da festa surge Pênia, a pobreza, para comer os restos do banquete. Porém, antes de chegar à mesa se depara com Poros, a riqueza, dormindo embriagado em baixo de uma árvore. Decide ter um filho com ele. O acorda, o toca, o desperta e concretiza o seu plano: nasce Eros, o amor.
Nem humano e nem Deus, nem mortal e nem imortal. Nasce e morre, mas sempre renasce.
Possui um dubio aspecto, pode ser tão rico quanto o pai, como tão pobre quanto à mãe. É a mistura dos dois. Assim, nunca se encontra em completo estado de miséria, nem, tampouco, na opulência.
Foi adotado como irmão por Afrodite que o proibiu de crescer. Sua representação em forma de imagem é “O Cupido” enquanto mensageiro do amor.

Reuniam-se na casa de Agatão, discípulo de Sócrates, seis amigos bem entendidos para um banquete com muita luxúria. Surge à ideia de discutir sobre um assunto, escolhem Eros, pois é algo em comum de todos.
Começa então a celebração e louvor ao amor.
Fedro começa dizendo que o amor é a coragem sem limites, a busca de reciprocidade e a preservação da vida. Como exemplo as fêmeas que protegem suas crias e supera todas as suas forças para salvar o ser amado.
Pausânias (comerciante/banqueiro) segue dizendo que há dois tipos de amor: o decente e o indecente. Enquanto o primeiro eleva os amantes, o segundo os diminui. Os dois recebem a mesma proteção da Afrodite.
Erixímaco (médico) por sua vez diz que o amor é a atração entre os opostos, daí a expressão “Os opostos se atraem”. Amor não é cego; ele é o único que enxerga as próprias motivações.
Aristófanes conta a história dos gigantes que habitavam a Terra. Possuíam uma cabeça com dois rostos opostos, quatro braços, quatro pernas e mais quantos exemplos tiverem para supor. Quando masculino era descendente do Sol, feminino da Terra e os dois da Lua, pois a lua também tinha os ambos. Porém os gigantes eram arrogantes e zombavam dos Deuses por terem apenas dois braços e duas pernas. Zeus decidiu castiga-los para se tornarem mais fracos e menos audaciosos, separando-os e criando dois.
Comparando a história dos gigantes, Aristófanes diz que a três tipos de amor:
1° entre os homens e as mulheres;
2° entre os homens;
3° entre as mulheres
Ele é a procura da outra metade perdida, da alma gêmea. Amor é a paixão pela própria natureza.
Agatão fala que o amor é a sublimação afetiva e comportamental. Ele é também a eterna juventude.
Sócrates diz que o amor é a complementação disso que já se possui e do que se admira. Assim, quem admira a bondade apaixona-se por alguém ainda mais bondoso. Aqui a continuidade da frase do Erixímaco “Os iguais se completam”.
Platão observava e anotava os discursos de seus amigos e chega a conclusão do amor platônico que é paixão pela ideia de beleza = bondade = verdade que desloca o sexo para o segundo plano de importância. As crianças deste amor – em forma de obra de arte, de bondade ou de ciência – são eternas, enquanto as crianças do amor físico são mortais. Para se alcançar este amor é preciso percorrer as etapas:
1° admiração estético-erótica;
2° admiração moral;
3° dedicação total à beleza = bondade = verdade
Cria-se assim mais que o livro O Banquete de Platão, cria-se os tantos variados conceitos sobre Eros, o amor.

Giovanna Offer



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