05jun10

“Talvez encontre num dos nossos teatros mágicos aquilo que necessita para libertar sua alma desgarrada. Mil possibilidades o esperam, seu destino as atrai irremediavelmente, pois todos esses solitários da burguesia vivem na atmosfera dessas mágicas possibilidades. Basta apenas um nada para que se produza a centelha. Sua vida não oscila simplesmente em dois pólos. Tais como do corpo e o espírito, o santo e o libertino, mas entre mil, entre inumeráveis pólos. Todo homem é uno quanto ao corpo, mas não quanto a alma. O apego desesperado ao próprio eu, a desesperada ânsia de viver, são caminho mais seguro para a morte eterna, ao passo que ao saber morrer, rasgar o véu do mistério, ir procurando eternamente mutações em si mesmo, conduz a imortalidade. Não se limite da duplicidade fáustica, vá além de sua dupla personalidade, afinal há mil maneiras de ser o ‘mesmo’ eu.
Não se limite em apenas viver.”

Tenho ele guardado a bastaaaaante tempo e não sei quem é o autor ._. se alguém souber, me avise por favor!



3 Responses to “”

  1. Nem sei quem é o autor, mas achei o texto fantástico.

  2. me parece Herman Hesse no “Lobo da Estepe”, não?

    lá ele fala de teatro mágico e de multiplicidade espiritual.

  3. Isto é Herman Hesse, e o trecho está contido no ótimo livro dele, O Lobo da Estepe – um livro maravilhosamente incrível, não deixe de ler.
    Nao lembro se já respondi a tua pergunta, mas encontrei voce por um comentario que deixaste no blog do Antonio Prata, um dos meus escritores favoritos.
    Beijos.


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